Michele Iacocca nasceu na Itália e foi lá que deu início aos estudos de literatura clássica. Sempre se sentiu atraído por qualquer manifestação de arte, como cinema, teatro, literatura, desenho, pintura etc. Bem como pelo humor em geral.
Por volta dos vinte anos, depois de rodar um pouco pela Europa, decidiu conhecer o outro lado do mundo e acabou vindo para o Brasil. Chegando aqui, retomou seus estudos em artes plásticas na FAAP.
Durante alguns anos trabalhou em agências de publicidade e na editora Abril, sempre nos departamentos de arte.
Em 1973, publicou seu primeiro livro, chamado Eva (Ed. Massao Ono), premiado pela crítica e publicado também na Europa. Continuou durante muitos anos publicando charges, cartuns, tiras e ilustrações nos principais jornais e revistas do país, como O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Veja, IstoÉ, Exame, Quatro Rodas, Playboy, Status, Versus, etc. E durante alguns anos fez o humor da última página da revista e das agendas Exame. Desenhou capas para a revista Veja, Vejinha, revistas técnicas e criou capas de livros para várias editoras. Fez trabalhos como free-lance para agências de publicidade como a GGK, DPZ, Lage e Magy e outras e participou da criação e dos desenhos da campanha de lançamento do fascículo “Como funciona” da editora Abril. Fez também durante alguns anos o calendário da livraria Cultura.
Ainda fez o livro “Vacamundi” para a Merck e ganhou, com ele, o prêmio “Talento” do Clube de Criação. E o livro “Capitu e outras Evas” editado pela Melhoramentos, ganhou o prêmio HQ Mix. Ganhou várias vezes o prêmio Abril de ilustração e vinheta para a revista Quatro Rodas.
Criou personagens e histórias em quadrinhos para empresas como Albarus (Ourição), Eternit (Pituca), Chiclete Ploc (Angelina), Sandvik (Sandvikinho), Revista o Carreteiro (Zé Sujinho), Revista Oficina (Abilio).
E, atualmente, os personagens “Bilu e Tetéia” para o jornal do sistema estadual de bibliotecas públicas “Espalha Fatos”.
Participou do projeto gráfico e fez as ilustrações para o projeto “Raízes e Asas” junto com a Maria Alice Setubal e Marta Grosbaum pelo CENPEC.
Participou também do projeto “Amigos da escola” pela TV Globo e “Ofício do professor” pela fundação Victor Civita.
Nos anos 80 começou a ilustrar e escrever para crianças e adolescentes. Ilustrou livros dos mais importantes autores e livros didáticos para grandes editoras.
Como autor tem livros publicados pelas editoras: Ática, Saraiva, Melhoramentos, Moderna, FTD, Positivo, Mercúrio Jovem, SM, Tribos, Arteler etc. Entre autoria, coautoria e ilustração, contabiliza mais de 150 livros publicados. Ganhou o prêmio APCA de autor, ilustrador e tradutor com os livros: “O que fazer?”, “O Barulho da Chuva”, “O Diário Escondido da Serafina” e pelas traduções de Umberto Eco e Gianni Rodari e o original do Pinóquio de Carlo Collodi.
O livro “O que fazer?” também ganhou o prêmio “Altamente Recomendável” da FNLIJ e entrou na lista da própria FNLIJ dos 100 melhores livros infanto-juvenis de todos os tempos.
O livro “A Galinha e a Sombra” também ganhou o prêmio “Altamente Recomendável” da FNLIJ.
Em 2006, publicou o livro sem palavras “As aventuras de Bambolina”, pela Ática. O livro, grande sucesso entre os pequenos leitores, recebeu o prêmio “Altamente recomendável” da FNLIJ e, adaptado para o teatro, recebeu o prêmio Mirian Muniz e 12 indicações ao prêmio Coca Cola, além da cotação máxima de todas as críticas.
Em 2008, veio “Rabisco — um cachorro perfeito” também premiado pela FNLIJ (Altamente recomendável e Prêmio Luís Jardim — O Melhor Livro de Imagem da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil de 2009). Entrou na Lista de Honra do International Board on Books for Young People (IBBY), prêmio recebido em Santiago de Compostela. Este livro também virou peça de teatro e, assim como “Bambolina”, ganhou o FUNARTE Mirian Muniz e 10 indicações ao prêmio Coca Cola e Alfa Criança para a montagem, e 4 indicações ao Prêmio FEMSA (ganhador do prêmio de melhor adaptação).
No ano seguinte, lançou um divertidíssimo livro de poemas para crianças: Vocês pensam que é fácil?
Em 2010 foi um dos autores convidados da FLIP.
Em 2012 publicou o livro “Nerina – A Ovelha Negra”. Este livro também, transformado em peça de teatro, ganhou 6 indicações ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 (melhor espetáculo, adaptação, direção, atriz, trilha e sustentabilidade).
Vencedor do 6º Prêmio Aplauso Brasil – Melhor Espetáculo Infantil
Premiado com o ProAC de montagem infantil e Alfa Criança.
★★★★★ Folha de São Paulo
★★★★ Veja SP
Recomendado pelo crítico Dib Carneiro Neto (Revista Crescer e site Pecinha é a Vovozinha), Guia do Estadão, Revista da Folha e Rede Globo.
Em 2016 a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ – selecionou o livro “A Bola” para o Acervo Básico FNLIJ.
Ainda no ano de 2016, foi finalista do prêmio Jabuti com o livro “Soltando o Som”.
Michele ainda tem livros de poesia para crianças, como “Céu Na Calçada” e “Verlendas”. Livros de aventuras como “O Invencível Antônio e Seu Cavalinho de Pau”, “A Nuvem que Não Queria Chover”, entre outros. Mais recentemente publicou uma coleção completa de seis livros: Os meninos da lua. Os títulos: “O mergulho na lua”, “O Pombo e o xadrez”, “O Natal do Mico”, “O tio Arnaldo e o taxi de outro planeta”, “Chuta chuteira” e “Nenê e o cachorrinho misterioso”.